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sexta-feira, 25 de março de 2011

Paróquia de São José realiza Estudo da CF 2011



 Na última segunda-feira (21), a Paróquia de São José, Caicó/RN realizou o Estudo da CF 2011. O encontro aconteceu no Salão Paroquial Luiz Medeiros com a participação do agentes de pastoral, representantes de Movimentos e Associações, como também representantes de algumas Escolas que fazem parte da Paróquia de São José.
O Estudo teve a assessoria do Seminarista Paulo Veríssimo que fez uma explanação do tema da CF 2011: Fraternidade e Vida no Planeta, e o Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22),  e da Coordenadora da CF da Paróquia de São José, Dilma Dantas, que explicou o significado do Cartaz da CF 2011.
Também estiveram presentes o Administrador Paroquial Pe. José Tadeu de Araújo e o Vigário Paroquial Mons. Ausônio Tércio de Araújo.

No final foram elaboradas as seguintes Propostas para a Vivência da CF 2011:
- Campanha de óleo para a fabricação de sabão caseiro.
- Separar do Lixo aquilo que pode ser reciclado e fazer a entrega para os catadores (neste caso será feita uma pesquisa para saber quem são os catadores de lixo, e informá-los quais serão as residências onde os mesmos farão a coleta para reciclagem).
- Confecção de Sacolas de Tecidos para compras, com o objetivo de eliminar a sacola plástica.
- Reproduzir o Material da CF 2011 (CD, DVD) e distribuir aos professores de Ensino Religioso das Escolas que fazem parte da Paróquia de São José.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ministros Extraordinários da Eucaristia são instituídos e antigos renovam seu ministério.




 No dia 20 de março às 19h na celebração da Santa Missa, na Matriz de São José, Caicó/RN, foram instituídos 10 novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística (MECE) e renovados os que já exerciam o ministério. Após um período de  curso e formação, ministrado pelo coordenador de pastoral, o Diácono Sérgio André de Araújo, os ministros se preparam para assumir com força e coração o Ministério que consiste em: distribuir a comunhão eucarística, visitas aos doentes levando a comunhão eucarística e visitas às famílias.
A Missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz e concelebrada pelo Administrador paroquial Pe. José Tadeu de Araújo e peloVigário Paroquial Mons. Ausônio Tércio de Araújo. Estiveram Servindo  ao altar os Diáconos Sérgio André, Edinaldo, Levanildo e Nelson Moisés.
É para a Paróquia uma grande alegria, que esses nossos irmãos estejam a serviço do Senhor. E que eles possam encontrar-se sempre com Cristo na adoração do Santíssimo Sacramento e também nos momentos importantes que temos em nossa comunidade.
Veja outras fotos no link à esquerda.

terça-feira, 8 de março de 2011

FESTA DE SÃO JOSÉ - 10 a 19 de março de 2011


Queridos paroquianos e paroquianas, devotos e devotas de São José. A Festa de São José se aproxima, a beleza e o encanto da festa está em sua presença. Iremos fortalecer a fé, a fraternidade, a solidariedade e a prática cristã de verdadeiros (as) missionários (as).
A missão continental será o norte de nossas pregações, pois assumimos em comunhão com toda igreja particular de Caicó, como prioridade para o ano de 2011, as Santas Missões.

Tudo o que for arrecadado será destinado à restauração da nossa Igreja Matriz de São José.

Venham todos (as)! Participem!

Bênçãos,
Pe. Tadeu


PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA
Dia 10/03 (QUINTA-FEIRA) – Os Dizimistas celebram.
19h – Hasteamento da Bandeira – Palavra de abertura – Novena.
Responsável: Equipe do Dízimo
Obs.: 1 – Todos os dias haverá Missa as 6h15min e Novena às 19h.
          2 – Dia 17 – Dia das Confissões.

Dia 11/03 (SEXTA-FEIRA) – Os Movimentos, Serviços e Pastorais celebram.
Responsáveis: O.V.S., Serra Clube, Apostolado da Oração, legião de Maria, Liga Jesus, Maria e José, Marianos, Terço da Misericórdia e RCC.

Dia 12/03 (SÁBADO) – As MARIAS CELEBRAM
Responsáveis: As Marias eo Terço das Mulheres

Dia 13/03 – (domingo) – As famílias celebram
Responsáveis: E.C.C, Equipes de Nossa Senhora e Casais em geral.

Dia 14/03 (SEGUNDA-FEIRA) – As Capelas de São Vicente e Nossa Senhora das Graças celebram.
Responsáveis: Comunidades do Abrigo e da Casa da Caridade.

Dia 15/03 (TERÇA-FEIRA) – As Capelas de Santo Antônio e São Camilo celebram.
RESPONSÁVEIS: Comunidades da Palma e do Hospital do Seridó.

Dia 16/03 (QUARTA-FEIRA) – O Terço dos Homens celebram.
Responsáveis: Terço dos Homens do Abrigo, de Nossa Senhora Aparecida e da Matriz.

Dia 17/03 (QUINTA-FEIRA) – Os Jovens celebram.
Responsáveis: Jovens da RCC, do Shalom, da Comunidade do Abrigo, JMV, da Comunidade Palma e da Comunidade Nossa Senhora Aparecida.

Dia 18/03 (SEXTA-FEIRA) – A Capela de Nossa Senhora Aparecida celebra.
Responsável: Comunidade Nossa Senhora Aparecida.

Dia 19/03 (SÁBADO) – Dia de São José – Os Josés celebram.
4h da manhã – Procissão luminosa com a venerável imagem de São José;
5h da manhã – Missa Solene de encerramento da festa;
Responsáveis: Todos os Josés, Terço dos Homens e todos os Devotos e Devotas de São José.

PREGAÇÕES
Tema: SÃO JOSÉ, ANUNCIADOR DO REINO DE CRISTO
Lema: “Somos os missionários da nossa América”.

1.São José e o plano da salvação
Condições da Missão
A fé de São José
A vivência de Deus
A vida em Cristo

2. São José e as realidades do dia a dia.
Ambiente primeiro da Missão
São José e a família
São José e o trabalho
São José e o culto religioso

3.São José e a missão fora das fronteiras de  nosso bairro.
A missão longe de nossa cidade
São José leva Cristo a Belém fora dos limites de seu lugar
São José leva Cristo aos pastores e magos
São José leva Cristo ao Egito e povos diferentes.

NOTA: A Doutrina das reflexões tem por tese o discurso do Papa Bento XVI em Aparecida/SP, BRASIL.

PROGRAMAÇÃO SOCIAL
Dia 11/03 – (SEXTA-FEIRA) – Jantar com São José  - 20h – Pingo D´água
Dia 12/03 (SÁBADO) – Festa dos Salgados – 20h – Em frente a Igreja Matriz
Dia 13/03 – (DOMINGO) – Festa das Massas – 20h – Em frente a Igreja Matriz
Dia 17/03 – (QUINTA-FEIRA) – Balada Jovem – (BANDA DE Pagode da JMV, Ministério de Música Ruah, Projeto Artes Shalom) – 20h – Em frente a Igreja Matriz.
A Paróquia agradece de coração a todos os participantes e benfeitores que colaboram material e espiritualmente para o engrandecimento da festa.

Padre Tadeu
Administrador paroquial

Monsenhor Tércio
Vigário paroquial

Diácono Edinaldo
Tesoureiro da Festa


    

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA


Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (cf. Cl 2, 12).
Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).
São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8,).
Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).
É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27).
A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência:
Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus cáritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.
Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010
BENEDICTUS PP XVI